domingo, 28 de junho de 2009

Lamentações

O que dizer do frio lá fora que gela minha alma?

O que dizer do sombrio que vela meu sono?

E da dor que coroe meu ser sem forças?

Ou então do meu pranto submerso em ódio?


Insana é minha vontade de dilacerar a carne dele,

Banal é minha força de matar o ser,

Aquele que me fez em hora errada amar,

Aquele que de maneira inesperada me fez enfurecer;


Porque tinha de ser desse jeito, você podia ser tudo,

Você podia ser o meu tudo e meu todo,

O único sangue que eu cobiçaria na eternidade;


Mas, prefere uma vida profana e nefasta,

Ao invés de minha eterna devoção,

Então, agora conheça o seu mar de lamentação.


T.Quintiliano

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