"Nós escritores (se é que posso me chamar assim), não todos, mas só os iguais a mim, temos um mal habito...O de transformamos coisas simples em dramas, e historias sem fim,
Nosso coração é uma ogiva pronta pra explodir...
Parece que mesmo quando tudo esta perfeito, temos que sentir uma pontinha de tristeza para poder contemplamos nosso ápice da criação.
Como se sem isso não fossemos criativos...
E falo isso no sentido de amarmos uma boa tragédia grega, e lutarmos por ideais que não existem nesse Mundo Real...
Nos Indignamos com amores mentirosos e paixões frias,
Contemplamos o Ar, e o caminho que o rio segue,
Discutiríamos horas por pensamentos que nem se quer podem acontecer,
Defendemos classes da injustiça, e condenamos a existência de estereótipos,
Nos perdemos em nossas mentes, divagando por vale de suplícios,
Sufocamos nossa alma simplesmente para sentir a angustia que isso causa.
Somos Depressivos por natureza, Nostálgicos por opção e Mórbidos por conseqüência.
Somos assombrados por fantasmas do passado que não conseguimos destruir,
E não destruídos por medo de não sermos mais assombrados...
Conseguimos sorrir pela coisa mais simples, mas em contra partida afundamos mais ainda a ancora que nos prendo no fundo.
Aceitamos a imperfeição, mas negamos a felicidade que tenta nos envolver...
Somos inconstantes, bipolares, voláteis, instáveis...
Nos entregamos ao abismo sem nem pensar duas vezes...
E do mesmo Modo nos entregamos ao Amor, sem nem pensar, mas jamais aceitamos que somos merecedores desse sentimento...
Somos uma Afirmação Negativa,
Somos nosso próprio Yin-Yang.
Somos Algo, que nem nos mesmos podemos entender,
E só nosso Ego pode dos nos definir."
T. Quintiliano